sábado, 20 de fevereiro de 2010









Roberto Carlos declara:

Broto-ssauro é o bixo, mora?

A Matula – produção, edição, ilustradores e quem mais tava desocupado fingindo que tomava o cafezinho da Dona Nô - procurou o Rei, perdido entre cruzeiros e especiais de fim de ano, para uma entrevista exclusiva. Como sempre, propomos um tema e assim temos a nossa matéria sobre ...

“A PRÉ HISTÓRIA AOS OLHOS DO REI”

A Matula – Roberto, posso chamá-lo assim? (ele consente).Bem, como você deve saber temos variadas tendências historiográficas acerca do tema “Pré História”, inclusive sobre essa nomenclatura. Do que você mais gosta quando lê sobre a pré-História?

Roberto Carlos – Putz bixo, é difícil falar de uma coisa só, mora? 5 bilhões e sei lá quantos anos de Hishtória é muita coisa, muito grilo, muita farra!! (risadas). Maish curto meshmo são os dinossauros, bixo.

AM – É mesmo? E por quê?

RC – Ah, não sei direito não, bixo, mas esse negócio de sei lá o que Sauro, tipo sobrenome, mora?, é demais! (levanta da cadeira, animado)...e aquele lá, qual é o nome? Ah! Broto-ssauro...Broto-ssauro é o bixo, mora? Devia ser um baita dum dinossauro papo-firme meishmo!

(todos caem na risada)

RC – Mas também curto outras coisas disso aí tudo. Tem todo aquele negócio da comunicação por desenhos nash paredes...ou eram pedras? Ah, paredes de pedras! Enfim, arte rupestre, mora? Eu ia estar danado na vida nesse paleolítico aí. Tinha nem um violãozinho, bixo!

AM- Agora, que tal o seguinte: nós falamos algumas palavras e você fala a primeira coisa que vier à sua cabeça?

RC- Beleza, bixo!

AM – Invenção da roda.

RC – Calhambeque! Bi-bi!

AM- Fogo.

RC- (meio desconfiado) Pode falar de maconha na entrevista?

AM – Bronze.

RC – Rio de Janeiro, bixo!

(nesse momento percebemos o quanto deveríamos rever nossos conceitos quanto às matérias e os critérios nas escolhas gerais. Então... decidimos voltar ao cafezinho adocicado da Dona Nô)

domingo, 14 de fevereiro de 2010









Do Bloco da Traição e outras marchinhas

“Tão bom morrer de amor e continuar vivendo” (Mario Quintana)

Como nem tudo que balança cai, mas geralmente o que reluz termina em briga, não poderia ter tomado outro rumo toda aquela História.

Foi assim que pra pular o carnaval, pular o feriado e escapar da esposa pra pular umas cercas, Nunes Viana saiu de Minas Gerais e veio parar na Avenida Paulista, em pleno agito da serpentina que nunca tinha visto igual. Maravilhado, equilibrou seu espírito inquieto e decidiu desbravar todo esse trópico em busca de tantas cores e daquela felicidade que jamais pensara que iria conhecer (culpa do clima do Carnaval e talvez de umas drogas que descolara na Augusta).

Pensou consigo mesmo:

- Aquele empreguinho na capitania mal dá pra pagar o pingado e a sinuquinha de fim de semana. Fora os gastos da mulé: moda lusitana está os olhos da cara nos dias de hoje. Vou é montar um bloco de carnaval e sair por aí...

Decidido, entrou na primeira galeria que viu, comprou umas botas grandes, umas penas e saiu pela Sé, convencendo a quem quer que fosse a endossar seu intento. Como Quixote, estava cego por lhe parecer tão maravilhosa a idéia:

- Viste? Carnaval vai ser todo dia, toda hora e bora sambar porque tristeza nunca mais!!

Cruzou o interior, foi de ponta a ponta do Estado, gingando e suando as lantejoulas da fantasia e agregando cada vez mais foliões. Mas como em Murphy, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se fode, Nunes foi parar em São Vicente e lá encontrou uns tais valentões, bem do estilo das músicas do Roberto Carlos (El Rey Del Cruzeiro Del Sul) que não gostaram nada daquilo.

- Estamos aqui há anos e anos e anos e mais um pouco nessas terras e lá vem esses caras querendo roubar nossa fama, nosso sucesso, NOSSO OURO? Na-nani-na-não. Nada disso. A chinela vai cantar, pessoal!!

E foi assim que lá pras bandas do Capão da Traição (e o porque da traição, fica pra outro texto...), não teve refrão que acudisse nem carro alegórico que não testemunhou a grande briga dos Emboabas, nome esse dado ao bloco forasteiro; às avessas, uma reverência tupi e uma pincelada de violência tipicamente brasileira, onde o cachimbo é de ouro... e se precisar a gente empenha.

Postado por: Kátia Frávia, no Bloco do Eu Escrevendo Sozinha na Matula.